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  1. TRADUÇÃO :Eu gosto de Britney spears desde que eu tenho 5,6 anos de idade, então foi super super super surreal quando eu estava com ela. Eu estava (não entendi) . Ela foi realmente doce e fácil de trabalhar... Dai ela fala que levou um dia pra gravar... : O video levou 2 dias pra filmar, eu estive lá por um dia.
  2. TRADUÇÃO Britney: Estar no japão pela primeira vez em 15 anos foi incrivel. A plateia foi chocantemente otima, E eu me diverti muito com meus dançarinos! ....A audiencia japonesa foi chocantemente otima,eles eram muito muito quietos e muito muito (nao sei o que) ..e no momento em que estavamos esperando eles, eles gritaram muito muito muito alto, eles foram insanos! Eu quero agradecer a todos meus fã asiaticos por me receberem aqui. É otimo estar aqui, vocês galera são educados , tudo é tão lindo e maravilhoso . É realmente muito bom! BRIT ARMYY
  3. não achei a materia mas será que foi um elogio ou não?
  4. se alguem tiver por favor poe pra download, ou poe no youtube ... eu num cheguei a assistir por completo T-T
  5. manas tem uns que eu nunca vi na vida!! Muito linda nossa Brit, principalmente no primeiro ..fofa
  6. Achei o histórico da Britney nos charts em vídeos e resolvi juntar tudo e postar... E achei esse da venda dos singles : tem um outro que engloba 2016 mas colocaram muitos dados errados tipo uns 4KK pra Work Bitch...
  7. TRADUÇÃO: Camila: Britney Spears é legendária, o fato de que ela tem feito isso por tantos anos e ainda tem aquilo... Você sabe , ela é determinada,forte e todo mundo ama a Britney Spears, mas eu nao sou um rapper.
  8. Podem baixar migos. Bjs seus tesudos. Tribute + Speech + Backstage (RDMA 2017) HD 1080P.mp4531.9 MB https://mega.nz/#!hv5ijBwK!Xa1KHQZi7lHn4cMANK6zb46yTCtbbFkkVfHkZujqK4c
  9. Em 1:46, foi um jogo feito por fãs de TR e Britney
  10. Agenda de shows deste mês: Maio de 2017 03/05/2017 05/05/2017 06/05/2017 10/05/2017 12/05/2017 13/05/2017 17/05/2017 19/05/2017 20/05/2017
  11. Créditos ao design da cobertura para o @Thiago Pedro
  12. Tava pensando aqui gente, seria tão legal um Backyard Sessions da Britney né? Uma série de músicas acústicas com ela e a banda, bem despojados, num clima intimista..o jardim dela é tão belo, ficaria perfeito.
  13. TRADUÇÃO Repórter: Vamos falar de voce fazer um medley Britney Spears? Sofia: Vamos falar sobre isso! Repórter: Eu sei que você vai fazer com a Hailee Steifield.. que animador! Sofia: Eu me sinto tão honrada, tão emocionada, eu vou performar baby one more time que é meu record favorito da Britney e todo os tempos! E pra Britney estar aqui nos assistindo performando pra ela e honrando ela é absolutamente surreal. Reporter: O que ela significa pra vc? E o caminho que ela percorreu por muitos depois dela? Sofia: Ela é icone Pop! Ela foi o primeiro CD que eu tive, provavelmente as primeiras canções que eu aprendi e dancei. E como performer ou a carreira dela, e quão poderosa ela tem sido para as garotas de qualquer lugar é muito inspirador. E eu me sinto muito sortuda de ser capaz de honra-la dessa forma. Brit fã TRADUÇÃO Reporter : Este ano nós temos a Britney Spears recebendo o primeiro Icon Award ,quão merecedor é isto? Kelsea> Eu quero dizer, eu realmente sinto como Britney Spears tem influenciado todo gênero de musica . Eu realmente sinto como musica pop envolve com ela. E ela é apenas um icone de verdade. reporter: E vc vai performar um medley das musicas dela com Hailee e Sofia, sem pressão. Como os ensaios tem sido? Kelsea> Tudo tem sido otimo! Na verdade eu ainda não tenho terminado a canção ainda mas apenas ser capaz de estar no palco com duas outras mulheres que tem sido influenciada pelas musicas de Britney . Eu sinto como todas nós somos mulheres capacitadas por causa das pessoas que vieram antes de nós como Britney SPears;; Então é muito legal de sermos capazes de honra-la juntas! reposrter: QUão nervosa vc está de cantar as canções dela na frente dela Kelsea> Não é uma coisa normal cantar uma das suas canções de herói em frente do seu herói ..E se vc ver bem aqui é o assento dela , e se vc ver ali , aquele é o palco(muito próximos), então é como ''hey Brit, sou eu e vc'' . Então eu estou muito animada e nervosa!
  14. TRADUÇÃO: É interessante de ver os adultos ,as crianças e todo mundo junto curtindo o mesmo tipo de musica, curtindo as mesmas estrelas, youtube, midia social, televisão,filmes. Foi bom sentir essa energia do palco com minhas crianças. sobre Britney: Britney Spears tem o primeiro Disney Icon Award ...Britney Spears e você sabe, Janet Jackson...Sia pra mim.. Mas Britney ela está ótima, i vi a mamãe dela, eu vi a irmã dela e as crianças dela. Eu sou uma fã, sou uma fã. Toxic é uma das minhas músicas favoritas da Britney.. toda vez que isso acontece, com qualquer musica, eu estou nessa Brit, não se preocupe com isso. E é claro she better work Brit! (desculpa se errei algo)
  15. TRADUÇÃO:: Entrevistadora: Nós temos um Icon hoje a noite! É a Britney Spears, quero dizer... você já conheceu ela?? Dove: Eu não a conheci ainda mas no meu ultimo aniversario eu vi ela performar com meu melhor amigo que está aqui comigo hoje. Eu amo ela! Quero dizer, não tem como você não amar, ela é a Britney! Como.. Entrevistadora: Qual sua musica favorita? Dove: Minha musica favorita de todo o tempo, eu digo provavelmente Toxic! Mas eu também amo Bombastic Love ..E como vc sabe, algumas das suas antigas, como Cinderella Entrevistadora: Eu amo, eu estou grata que você sabe.. algumas dessas pequenas crianças estavam tipo, eles nem sabem quem é .E me fez sentir muito velha. Dove: O QUE?!! NÃAAO!!! Não, isso é tão bizarro... Mas eu espero conhece-la hoje a noite porque eu sou apaixonada por ela! Entrevistadora: Você vai de garota fã ou vai ficar legal?? Dove: Eu vou tentar ficar legal mas eu realmente não confio em mim mesma até que acabe. Eu não saberei até que acabe.. Entrevistadora: (;....)..uma garota fã está tranquilo. Vamos falar de Descendentes 2 ...
  16. O clipe da música "Gimme More" do Álbum "Blackout" está entre os clipes mais vistos no youtube em 25 países, incluindo Rússia, Croácia, Argentina e México.
  17. Sei que tem gente no forúm q sabe mt coisa q os demais não sabem Acho que antigamente tinham até um nome Gente como o Jaim, q sumiu, Speed Compartilhem os bafos amores Quem tem as filmagens da Circus? Vazem nome de alguma unrelesead do Glory Infos novas
  18. Após quase quatro anos de seu show Piece of Me em Las Vegas, parece que Britney Spears pretende fazer uma pausa nas apresentações. Segundo o site Las Vegas Review-Journal, o empresário Larry Rudolph revelou nesta semana que Spears poderá fazer uma longa pausa de sua residência no Planet Hollywood. A pausa deve começar com o fim de seu atual contrato, que se encerra em 31 de dezembro deste ano. O site ainda lembra que a pausa pode servir como um período criativo para Spears, já que em 2018 ela completará 20 anos de carreira e será um bom momento para um relançamento de seu show, até mesmo com um novo nome. Até o momento, Britney tem shows marcados até o dia 2 de setembro no Planet Hollywood. Em junho, ela iniciará uma turnê asiática para aproveitar a pausa de quase três meses que fará em Vegas. Há rumores de que a turnê possa passar pela Europa, América do Sul e Austrália, mas nada ainda foi confirmado oficialmente. FONTE https://www.reviewjournal.com/entertainment/entertainment-columns/kats/a-brit-break-might-factor-in-to-spears-return-to-axis/
  19. Se vocês pudessem trocar algum single da carreira da Britney por outra música do mesmo álbum, por qual seria, e por quê? Eu trocaria From the Bottom of My Broken Heart por I Will Be There
  20. Logo após o lançamento do "In The Zone", o quarto álbum de estúdio de Britney Spears, que ajudou de forma direta a consolidar a cantora no mercado, rendendo seu único Grammy, de "Melhor Canção Dance" para "Toxic", Britney viveu aquele momento que todo mundo está careca de saber. Super exposta pela mídia, a cantora acabou caindo numa clínica de reabilitação onde protagonizou momentos icônicos como a briga do guarda-chuva e o raspar do seu cabelo. No momento em que a Princesa do Pop afunda pessoalmente após um casamento fracassado, a internação em clínica de reabilitação e fotos tiradas em público sem calcinha, seu próximo passo na carreira tinha todos os holofotes à disposição, para o bem ou para o mal. Sua imagem estava desgastada e ela precisaria se reinventar para poder ganhar os braços do público novamente, ainda perplexo ao lembrar que sonho americano de "...Baby One More Time" havia se tornado aquilo. Pois bem, assim foi o parto do "Blackout". Era o tudo ou nada. O primeiro passo então foi o VMA de 2007, onde Britney faria seu retorno triunfal com o lead single do material numa das maiores premiações do mundo como performance de abertura. Era o cenário perfeito. Só que... todo mundo sabe o que aconteceu. A performance foi um fiasco, mundialmente massacrada pelos críticos e abismou o mundo. Foi com ela, inclusive, que nasceu o vídeo "Leave Britney Alone" do Chris Crocker. Essa foi a única performance de divulgação do "Blackout", que nem turnê ganhou. O álbum também quebrou a sequência de #1 na Billboard 200, estreando em #2. Tudo conspirava para que o álbum fosse um desastre, porém, nem mesmo todos esses fatores foram capaz de diminuir o material, como veremos a seguir. 1. GIMME MORE It's Britney, bitch! Se Lady Gaga possui o "I'm free bitch, baby" como "frase tema", Britney possui o primeiro verso de "Gimme More". O lead single do "Blackout" é uma mistura de dance-pop com funk e electro, vocais robóticos e batidas insinuantes que convidam qualquer um a se jogar num poledance. O refrão grudento na maior potência possível, intercalado com o vocal masculino (de Danja, produtor da faixa) que geme "mooooore" ao fundo é uma verdadeira pérola. Você pode gostar ou não de Britney, mas é inegável: você já se jogou com esse hino. "The legendary Miss Britney Spears". 2. PIECE OF ME Britney possui diversos singles memoráveis que a ajudaram a ser quem ela é hoje, mas é "Piece of Me" a detentora do cargo que ser a música mais Britney. "Eu sou a Miss Sonho Americano desde os 17 anos. Eles ainda vão colocar fotos da minha bunda na revista" canta Brit da forma mais cínica possível, num verdadeiro desabafo sobre o circo midiático que a parasita desde os primórdios. Perde alguns pontos por não ser escrita pela própria cantora, mas nada que comprometa a dimensão que essa música tem até hoje, com o clipe vencedor do VMA de "Vídeo do Ano" em 2008. Ah, e tem backing vocals da Robyn! 3. RADAR A faixa que saiu sendo jogada de um lado pro outro, indo parar como faixa bônus (e single) do "Circus", "Radar" é uma canção esperta e divertida com efeitos sonoros de radar pontuando-a do começo ao fim. Costurada de forma exemplar (note como o vocal principal é intercalado com o backing vocal no refrão) e com uma letra sexy e certeira ("Eu estou checando tanto, me pergunto se você sabe que está no meu radar"), foi ótimo ter a faixa reciclada para virar single mesmo depois de certo tempo. 4. BREAK THE ICE "Radar" seria o terceiro single do "Blackout" logo depois de "Piece of Me", porém Britney abriu uma enquete em seu site para os fãs escolherem sua favorita e deu "Break The Ice". Amém. A faixa é a mais matadora de todo o álbum, um hino pós-apocalíptico cheio de sintetizadores épicos que ditam o tom antológico. Futurista tanto na sua concepção quanto no seu clipe, o refrão com gosto de ferro é de arrepiar: "Baby I can make you feel HOT! HOT! HOT! HOT!". Os backing vocals no refrão são de Keri Hilson, quase se tornando um feat, e o "I like this part" é uma referência ao "I love this part" de Janet Jackson em "Nasty". 5. HEAVEN ON EARTH Segundo Britney, essa é sua faixa favorita do "Blackout". Engraçado, porque é a nossa menos favorita rs. "Heaven On Earth" é uma canção de amor euro disco meio new wave, inspirada em "I Feel Love" da Dona Summers com a letra água com açúcar. Tem uns sintetizadores legais que combinam com o piano do fundo, mas são tantos backing vocals por baixo do vocal principal - e de forma dessincronizada - que torna a faixa uma bagunça. Não chega a ser ruim, é apenas uma canção menor.6. GET NAKED (I GOT A PLAN) A-l-e-r-t-a-d-e-h-i-n-o. "Get Naked (I Got A Plan)" é uma música abertamente sobre sexo ("O que eu preciso fazer pra que você queira o meu corpo? São 3:15h e pronta pra sair da festa"), com os vocais de Britney e Danja praticamente se roçando em cima duma cama. O refrão - perfeito - é todo dele, que tem os vocais desconstruídos e decompostos para soarem como um longo gemido, com Britney ao fundo suspirando, gemendo e dando gritinhos, e nos versos sussurrando "Meu corpo está chamando por você, garoto mau". Futurista, robótica, sexy e quente, "Get Naked (I Got A Plan)" é uma ode à safadeza. "Take it off!".7. FREAKSHOW Antes mesmo do dubstep virar moda e ditar tendência nessa década, "Freakshow" já trazia tais elementos. A faixa, co-composita por Britney, tem auto-tune e efeitos sonoros até dizer chega, com partes onde os vocais da cantora foram distorcidos para ela soar masculina, algo que Madonna fez em "Music", por exemplo. Palmas ao fundo ("Faça-os bater palmas quando dançamos") dão ritmo à uma canção, rápida e ágil, "Freakshow" é um show de horrores que pagaríamos para ver.8. TOY SOLDIER Batidas frenéticas, refrão forte (apesar de enjoativo), som de tambores (eletrônicos), e pinta R&B que lembra Destiny's Child, "Toy Soldier" não é uma das grandes faixas do álbum, mas faz bem seu papel de não deixar o barco cair no marasmo (algo que "Heaven On Earth" fez"), já que é grudenta e modificadíssima - o pós refrão é quase inaudível de tanta distorção. O instrumental produzido por Bloodshy & Avant é o que há de melhor aqui.9. HOT AS ICE Com uma pegadinha rock, "Hot As Ice" já começa dizendo a que veio. Simples, curta e direta, esse pequeno hino com backing vocals de T-Pain dando o tom R&B à canção poderia ter virado single, já que tem tudo o que um hit precisa: letra marcante, vocais provocativos, instrumental poderosos e refrão grudento. Mais uma produção incrível de Danja. "Porque eu sou fria como o fogo, quente como gelo".10. OOH OOH BABY "Ooh Ooh Baby" já começa com uma guitarra flamenca. Isso é sinal de que você vai se jogar. A "La Isla Bonita" versão Britney é uma canção mais lenta que não deve em absolutamente nada para as bate-cabelísticas do álbum. Perfeita para um strip-tease (fica a dica), "Ooh Ooh Baby" é ensolarada, sensual, viciante e com um dos melhores refrões de todo o álbum, safadíssimo ("Ooh ooh baby, você me toca e eu vivo. Eu posso senti-lo nos meus lábios, posso senti-lo profundamente"). O pós-refrão com o "Você me preenche" quase num gemido então, sensacional.11. PERFECT LOVER Começa parecendo alguma produção do Timbaland e mal piscamos já estamos no refrão depois de versos super rápidos que Britney canta quase sem respirar e pá!, caímos no pós-refrão feito pelos deuses para um lapdance (fica mais uma dica). Em "Perfect Lover" Britney faz sexo com nossos ouvidos com as batidas meio dança do ventre, e poderíamos ficar ali o dia todo. "Toda vez que você me toca lá você me deixa tão quente", eita. Música maravilhosa.12. WHY SHOULD I BE SAD Escrita e produzida pelo Pharrell, é o mais próximo que o "Blackout" se aproximou de uma balada. Vindo por último, nos remete à construção estrutural do "Confessions On A Dance Floor" da Madonna, que ordenou o álbum da mais rápida para a mais lenta. Bem R&B e meio hip-hop, a faixa é estranhamente coesa com o álbum, apesar de tão mais lenta que o resto da tracklist. Dirigida para o ex-marido da cantora, Kevin Federline, Britney canta "É hora de eu seguir adiante, é hora de eu prosseguir, estou cansada de cantar músicas tristes", e é a definição perfeita de todo o "Blackout".RESUMINDO: Britney Spears veio vestida para matar com o "Blackout": músicas grudentas, cheias de efeitos, ótimas produções e diretas ao ponto: sexo, amor, paixão, tudo sem pudores e recheada de confiança, contrariando aqueles que achavam que sua estima estaria destruída após críticas tão pesadas. Fazendo um álbum em resposta à mídia (abri-lo ao som do sonoro "It's Britney, bitch" é só um alerta: vocês sabem com quem estão lidando), é realmente uma pena ver algo tão incrível sem a devida divulgação (foi o primeiro álbum da cantora a não receber divulgação pesada), entretanto, não é de divulgação que vive um álbum, é de legado, e o legado do "Blackout", tanto para a própria cantora, que jamais viria a fazer um álbum tão bom, quanto pro mundo pop, é enorme. No próximo dia 26 o "Blackout" completa sete anos e podemos afirmar sem medo: se ele fosse lançado hoje soaria atual, fresh e seria um dos melhores álbuns do ano. Não, o "Blackout" não é perfeito, tem sim auto-tune em demasia e, apesar de a cantora ser creditada como "produtora executiva", é um álbum completamente feito por seus produtores (perceba que músicas sobre a vida de Britney foram escritas por outras pessoas), mas nada nem ninguém é capaz de subjugar o poder dessas doze faixas, que juntas formam um capítulo concreto da grande bíblia do pop. Esse texto foi originalmente publicado em: http://www.portalitpop.com/2014/10/throwback-review-os-dois-lados-da-moeda.html#ixzz4d82xFQIi
  21. Britney Spears, “Glory” (2016) Sem pensar duas vezes, esse é o seu melhor trabalho desde “Circus” e, enfim, soa como o retorno que tanto queríamos ouvir. Todo disco novo de Britney Spears é a mesma história: ela finalmente está voltando e em sua melhor forma. A impressão deixada é de que a credibilidade dela é tanta, que os fãs e público simplesmente não deixam de confiar no seu potencial, mas são então decepcionados por um amontoado de hits em potencial armados por grandes produtores do momento e, shiii, fica pra próxima. E é bem assim, mesmo. Embora muitos fãs possam discordar disso, o único álbum que eu acredito fugir dessa regra foi o “Britney Jean” (2013), que não é lá de seus melhores discos e peca em ficar tão preso ao líder do Black Eyed Peas, will.i.am, mas é um bom material e entrega o que tanto gostariam: uma Britney fora da sua zona de conforto. O problema do “Britney Jean”, além dos baixos números, que também influenciaram a reação do público, é deixar Britney TÃO distante da sua área, ao ponto de sequer soar como ela em alguns momentos, e por mais que hajam músicas fodas, como “Alien”, “Body Ache” e “Don’t Cry”, se perde nas lembranças dos que torceram o nariz para “Work Bitch” e “Perfume”, os únicos singles do CD. Corta pra 2016. Britney Spears anuncia seu grande retorno com uma performance no Billboard Music Awards e, sem tempo a perder, protagoniza mil e uma declarações sobre uma nova fase. “Ela tá bem inspirada no The Weeknd”, eles disseram. “Será algo divertido, sexy, diferente de tudo o que ela já fez”, fala outro fulano. E o disco “Glory” chega até nós. Um fato importante sobre “Glory”, é que will.i.am, que comandou as produções do “Britney Jean”, sequer sabia da existência do álbum até que ele se tornou notícia. Outro é que, por mais que conte com muitos colaboradores, esse é o disco em que Britney parece ter assumido o controle do que faria e como isso soaria, apostando, inclusive, em novos produtores do momento para reinventar o seu próprio som. E já aproveita pra guardar essa conversa sobre “reinvenção”, essa é a palavra. A primeira faixa de “Glory”, funciona, na verdade, como uma introdução. “Invitation” é contida, mas já entrega o primeiro feito do disco: Britney Spears está explorando seus vocais como nunca antes. Seu arranjo mescla samples e sintetizadores com uma coisa meio trap, sexy pra caralho, numa linha que vai da Ellie Goulding ao disco “Revival”, da Selena Gomez. Te deixa animado para continuar. Um erro de Britney nesta nova fase foi a escolha para parcerias e, depois de Iggy Azalea na agora esquecida “Pretty Girls”, ela apareceu com o tal do G-Eazy em “Make Me”. Não tenho nada contra o rapper branco, até tenho amigos que ouvem, mas sejamos sinceros, como essa música soaria sem ele? Exatamente da mesma forma. O importante é que sua participação é tão “não fede, nem cheira”, que também não atrapalha a música. Um R&B pop chicletão, que soa como aquela semi-nude que você envia para seduzir o crush, sem se mostrar por completo. “Private Show” já traz uma Britney mais safadinha. Ela tá no comando do seu show fechado, numa alusão à residência em Las Vegas, e brinca mais uma vez com os seus vocais, enquanto propõe uma apresentação só para o cara que, neste momento, já deve estar babando pra ela. A música flerta com uma coisa levada para o hip-hop, até por seus momentos mais falados, mas tem como destaque o puxado “I put on a privaaaaate show”. É boa, mas soa um podia ser menor. O começo de “Man On The Moon” faz uma viagem, dando a impressão de que abre um novo momento no disco. Quando chega o seu arranjo, somos levados direto para a Britney dos anos 90, que revive também em seus vocais, agora mais limpos e menos esforçados que na faixa anterior. No pop romântico, ela consegue se desenvolver entre os sintetizadores de forma bem contida, com uma sonoridade que cresce nos pequenos detalhes e letra que fala sobre dormir para sonhar com o seu amado. Com produção do Cashmere Cat (Ariana Grande, The Weeknd), “Just Luv Me” assume uma posição menos pop, embora também possua um fator radiofônico. A música é um R&B meio AlunaGeorge, com um pé no alternativo à la Ellie Goulding, carregando uma das melhores letras do disco, na qual Britney afirma que não precisa de muito, só quer que ele a ame. Um dos versos que eu mais gosto é quando ela, aparentemente, faz referência a crise de 2007, cantando: “se você acha que eu estou dizendo isso porque estou passando por uma fase difícil, como se estivesse mascarando os problemas que venho enfrentando, você está errado, porque eu não preciso de ninguém quando estou despedaçando”. Mais forteney do que ontem. Abre o cabaré, porque a fase Burlesque chega pra todas. “Clumsy” é a música mais divertida do “Glory” e, logo em seus primeiros segundos, dá uma nova cara para o disco. Ela é eletrônica, mas bastante orgânica. É bagunçada, mas com tudo no seu lugar. E traz uma Britney toda rainha da EDM, pra depois colocá-la cantando sob um coro e palminhas. Isso sem falar no memorável “oops”, que, é claro, nos lembra de um dos seus clássicos. Não tem como ficar parado. E agora a gente entende que o negócio é pra dançar. “Do You Wanna Come Over” é a prova de que, quando os fãs de Britney pediam uma sonoridade diferente nos seus novos trabalhos, eles simplesmente não sabiam o que queriam, justamente porque essa é a música mais “Britney” de todo o registro e, gente, não tinha como funcionar melhor. Com cordas mescladas à potentes sintetizadores, a faixa encarna a melhor Britney Spears que você respeita, com a pergunta entoada no tom mais sexy-Spears possível: cê quer dar uma voltinha? Nossa Britney tá viva. Cê já tá cansado, suado de tanto dançar e, definitivamente, nada sexy – como Britney provavelmente estaria, daí tem a chance de dar uma descansada com “Slumber Party”. Primeira investida da cantora nas tendências atuais, “Slumber” é um reggae-pop, que nem “Side to Side”, da Ariana Grande, e traz mais alguns experimentos da cantora com os seus vocais – aqui mais graves. O que mais me chama a atenção, além do arranjo infalível, é a sua letra, nada repetitiva e com ganchos muito certeiros. “Nós temos as velas penduradas no teto e usamos nossos corpos para fazer nossos próprios vídeos. Coloca aquela música para nos deixar loucos. Vamo ficar loucos. Que nem numa festa do pijama”. Versatilney Spears vem acústica em “Just Like Me”, com um arranjo que abre espaço para seus vocais crescerem, mais uma vez, até que explode em outra dose de reggae no seu refrão. Na letra dessa, Britney não consegue acreditar que o cara quis traí-la com uma mulher exatamente igual a ela. Daí ela canta: “não, eu não posso acreditar. Ela parece muito comigoney”. Em “Love Me Down”, ela tá cansada de sofrer por homem e só pede pra ele calar a boca e amá-la. A pegada reggae tomou conta do disco, mas a conversa volta a ficar meio eletrônica, ao estilo “Sorry”, do Justin Bieber, e “On My Mind”, da Ellie Goulding. É uma delícia e grande candidata à single do disco, eu espero A levantadinha que ela dá nos vocais em seus últimos segundos é muito #livechanging. De volta ao pop em sua mais pura fórmula, “Hard To Forget Ya” é aquela confissão de que o cara realmente não sai da sua cabeça. A música funciona bem, ainda que não seja grandiosa, e retoma a fórmula dos versos falados, agora sem pender para o hip-hop. Seu arranjo é minimalista, com um sample em looping da sua própria voz, sendo catapultada antes do seu refrão, que conta até mesmo com riffs de guitarra. “Algo em você é difícil de esquecer. Nós estamos presos aqui para sempre”. Em seu Twitter, Britney Spears disse que gravar “What You Need” foi “divertido”. E ao ouvir a canção, duvido que ela tenha mentido. Essa faixa é bem funky, trazendo de volta o cabaré que ela abriu em “Clumsy”, mas aproveita a linearidade da sua marcante percussão pra que seus vocais cheguem ainda mais longe, embora a letra seja bem limitada. Será daquelas que podem ser tocadas durante a troca de figurinos no show. Desde o sucesso do tropical house do Justin Bieber e dancehall do Major Lazer, Rihanna, Drake, etc, se tornou uma regra que todo disco trouxesse uma canção com essa pegada meio “Lean On” e “Sorry”, e é claro que Britney também pegou esse bonde andando. Por mais batida que seja a fórmula, “Better” acerta na ausência de exageros, repetindo o que ela fez bem em todo o disco, mas aplicada ao receitão pronto de Bieber, Diplo e companhia. “Change Your Mind” é certeira e estranha na mesma medida. A música é meio “Circus”, meio Selena Gomez, tem uma Britney sedutora, toda trabalhada no flerte, daí de repente traz umas falas em espanhol (!), e tudo isso com um arranjo ora contido, no violão, ora explosivo, todo radiofônico. Daquelas que devem dividir os fãs. “Pode ligar, que eu nunca vou atender. Chora, bebê, você não tá enganando ninguém. Você sabe que eu sei que você é um mentiroso”, canta Britney no refrão “Liar”. Coisa de fã ou não, todo disco dela e do Justin Timberlake tem uma música que parece ser uma resposta para o outro e, no “Glory”, diria que “Liar” é a faixa que perpetua essa teoria. A parte boa é que, se o público estiver certo, Britney finalmente saiu com a melhor nesta aqui, deixando claro que tá pouco se fodendo para todo o chororô dele. Cê não tinha nem que tá aqui, Justin. “If I’m Dancing” é um funk-pop, que nem a produção do Diplo para a Nicola Roberts em “Beat of My Drum”, e desta vez troca os papéis, com um arranjo grande pra caralho, enquanto os vocais de Britney ficam num plano de fundo. Essa proposta musicão-pra-ninguém-reclamar é refletida em sua letra, com a cantora afirmando: “se eu estiver dançando, é porque sei que a música é boa”. A música é boa. E se é pra deixar os fãs mais saudosos chorando depois de tanto tiro, é claro que Britney Spears trouxe de volta o seu clássico “Blackout”, só que no formato do manifesto pop francês “Coupure Électrique”, monamour! A música funciona como uma faixa de encerramento e repete o feito alternativo da sua introdução, aqui acompanhado de sintetizadores mais crus, agressivos, que constroem toda uma áurea na qual podemos a imaginar partindo, sob grandes estruturas que se fecham e, enfim, se despedem dessa gloriosa festa. *** Quando falo que “reinvenção” é a palavra, ressalto o fato de que, embora traga certa influência de artistas da atualidade, Britney Spears não está fazendo mais do que trazendo o que sempre fez para um contexto atual, ajeitando uma coisa aqui e ali para as rádios atuais, enquanto soa como a boa e velha, digo, experimente Britney Spears. “Glory” é um disco glorioso, com o perdão do trocadilho, e confirma em seu conteúdo a benção presente no seu título, que quase o intitula como o novo testamento da cantora. Sem pensar duas vezes, esse é o seu melhor trabalho desde “Circus” (2009) e, com ou sem o apreço do público sendo refletido nas paradas, tem tudo para, enfim, acabar com toda essa história de que ela está sempre voltando, já que soa como o retorno que tanto queríamos ouvir. It’s Britney, bitch – e isso é maravilhoso. Esse texto foi originalmente publicado em: http://www.portalitpop.com/2016/09/album-review-glory-a-maior-britney-spears-que-voce-respeita.html#ixzz4d84nosCl
  22. e esse final matador? nostalgia pura